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Zenaide repudia violência contra mulher e declaração de desembargador do Paraná

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) chamou a atenção, em pronunciamento nesta terça-feira (9), para os crimes de violência contra as mulheres. A parla...

09/07/2024 às 19h40
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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 - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) chamou a atenção, em pronunciamento nesta terça-feira (9), para os crimes de violência contra as mulheres. A parlamentar repudiou o caso de um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná que afirmou, durante julgamento do caso de uma menina de 12 anos assediada por um professor, que "as mulheres estão loucas atrás de homens". Zenaide pediu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigue a situação com rigor.

— Apesar das conquistas significativas alcançadas nos últimos tempos, como o avanço da legislação contra a violência doméstica e a ampliação da participação feminina na política e no mercado de trabalho, declarações de agentes públicos poderosos, em várias situações, repetidas cotidianamente, evidenciam a necessidade urgente de mais educação, conscientização e punição para combater o machismo e a misoginia. É condenável que discursos retrógrados e discriminatórios sejam ecoados até por quem tem posições de decisão importantes no Judiciário. Tais ideias não apenas perpetuam estereótipos prejudiciais, mas também influenciam negativamente decisões no Judiciário e no Legislativo, como temos observado.

A senadora ressaltou ser fundamental continuar o combate ao machismo estrutural, segundo ela ainda enraizado na sociedade, para que as mulheres não sejam mais penalizadas por heranças de comportamento que resultam em feminicídio e em outros crimes.

— As mulheres sofrem dupla violência quando visões ultrapassadas como essas são legitimadas em esferas de poder. Um juiz que se comporta desse jeito estimula e dá exemplo para agressores violentarem as mulheres brasileiras, porque haverá a clara sensação de apoio de poderosos na impunidade. [...] Reitero aqui meu compromisso inegociável de defender os direitos das mulheres brasileiras, promover políticas públicas inclusivas e trabalhar, incansavelmente, por uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

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